segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Fotojornalista: eternizando perigos


Uma profissão que não é muito valorizada. O fotojornalista é aquele que traz a realidade para o jornal, para a revista, registrando o momento e eternizando em uma imagem. Pode-se até dizer que o fotógrafo (de verdade) é um artista, já que a arte se eterniza, permanece e tem longevidade na vida das pessoas através do sentimento em que ele expressa o que vê.

No entanto, falando mais sobre os perigos em que o fotojornalista deve atravessar, são muitos. Estar em contato com o crime para registrar e sair na primeira capa do jornal do dia seguinte é quase como o papel de um PM, que se arrisca, porém, aquele, sem arma, somente com sua arma da disseminação de um fato.



O documentário "Abaixando a máquina" é um retrato desse cotidiano de fotógrafos que se arriscam diariamente por uma foto, afinal, em apenas 2 segundos pode acontecer um crime e ele deve estar pronto para registrar, pois é seu trabalho.
Entre os jornalistas que aparecem no documentário estão Evandro Teixeira, do Jornal do Brasil, e vários outros que passaram pela redação do jornal.
Veja abaixo o trailer do documentário. Muito bom, vejam completo!



O motivo desse post foi mais uma violência a um fotógrafo essa semana, dessa vez, por parte de um próprio PM no último sábado. Veja a notícia do site Comunique-se abaixo:

O repórter-fotográfico do jornal A Tarde Lúcio Távora foi agredido por policiais militares enquanto cobria a manifestação de 50 estudantes que tentavam fazer a prova do Enem, na Faculdade Visconde Cayru, no último sábado (05/12), em Salvador. Após a discussão, o repórter foi levado a uma delegacia.

O PM Antonio Gomes pediu que o fotógrafo não registrasse nenhuma imagem da manifestação. “Mas eu estou trabalhando”, respondeu Távora. Após a insistência do repórter-fotográfico, quatro policiais se aproximaram de Távora, o empurraram e aprenderam sua câmera. Távora estava acompanhado do repórter Flávio Costa.

O fotógrafo também foi ameaçado pela PM. Segundo Távora, Gomes disse que poderia bater nele "para mostrar como é que se bate". Outro PM, conhecido como soldado Lira, teria esfregado sua identificação no rosto do fotógrafo.

Um dos soldados chegou a dar voz de prisão a Távora, que depois foi “convidado” a registrar o fato na delegacia. O fotografo foi conduzido pelos policiais para registrar o incidente.

O comandante da 41ª CIPM, Major Jorge Lemos, informou que irá abrir sindicância para apurar o caso. E alegou que os policiais temem aparecer em fotos porque têm medo de serem reconhecidos por bandidos, depois que um módulo da companhia foi explodido.


Não basta apertar um botão para tirar uma foto como as de um Orkut, é preciso ter amor à profissão, amor à vida e muita coragem.


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